Anthropic diz que Claude descobriu como foram geradas as sementes de cinco curvas NIST usadas no ECDSA
Segundo a empresa, as sementes dessas curvas vieram de um gerador de números aleatórios antigo iniciado com a data e hora, e não há nenhuma ação a tomar.
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A Anthropic publicou em 16 de outubro de 2026 um texto dizendo que seu modelo Claude explicou a origem das "sementes" usadas nas curvas do ECDSA, um dos padrões de assinatura digital mais usados. As sementes foram fornecidas pela agência americana NSA ao instituto de padrões NIST sem explicação quando o padrão foi adotado, em 2000, e a falta de justificativa alimentou suspeitas por anos.
Segundo a empresa, um funcionário pediu a um modelo de pesquisa interno que descobrisse como as sementes foram geradas, sem indicar a pista da frase bem-humorada que circulava. Em menos de meia hora, diz a Anthropic, o Claude concluiu que as sementes das curvas P-192, P-224, P-256, P-384 e P-521 não vinham de nenhum algoritmo de hash, e sim da função lrand48, um gerador de números aleatórios da biblioteca da linguagem C, iniciada com um timestamp.
A Anthropic descreve o método: o modelo escreveu um programa que procurava, nas sementes publicadas, a assinatura de geradores dos anos 1990. Um padrão de bits zerados apontou para o lrand48, e o modelo recuperou o estado interno do gerador. Para as curvas de campo primo, a empresa afirma que as datas recuperadas ficam entre maio de 1997 e abril de 1998.
A empresa diz que o resultado não é uma quebra criptográfica, um ataque novo nem uma fraqueza nas curvas, e que torna menos plausível a hipótese de uma brecha intencional. Afirma ainda que não há nada a fazer e que a maioria dos pesquisadores já confiava nas curvas. A própria Anthropic lista pontos em aberto: a semente da curva binária B-163 não foi explicada, a origem dos pontos-base de P-224, P-256, P-384 e P-521 também não, e a empresa não sabe por que alguns candidatos viáveis foram pulados nas execuções originais.
O que ainda não foi confirmado: Informação da própria empresa: a descoberta e as conclusões vêm do texto da Anthropic, e não foi encontrada confirmação independente de pesquisadores de criptografia. A própria Anthropic reconhece pontos em aberto (semente B-163, pontos-base de várias curvas e critério de escolha das sementes), e a explicação para as curvas binárias depende de uma hipótese.
Fontes
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