Cursor retira versões adulteradas da extensão Claude Code que tentavam abrir acesso remoto a computadores
A empresa diz que as versões 2.1.312 e 2.1.313 não foram feitas pela Anthropic e ficaram no ar por cerca de 11 horas em 29 de outubro.
Publicado em
A Cursor, empresa do editor de código de mesmo nome, informou em 29 de outubro de 2026 que identificou no seu marketplace de extensões duas versões maliciosas da extensão Anthropic.claude-code: a 2.1.312 e a 2.1.313, para Windows e macOS. Segundo a empresa, as versões não foram desenvolvidas pela Anthropic. Uma extensão é um programa extra instalado dentro do editor.
De acordo com a Cursor, o código coletava nome do computador e do usuário, sistema operacional, arquitetura, pasta pessoal, nomes de variáveis de ambiente, diretórios de trabalho, e-mail configurado no Git e endereço IP público. Também tentava adicionar ao arquivo de chaves SSH autorizadas uma chave do invasor, rotulada svc-telemetry, ativar o serviço SSH local e abrir um túnel reverso, que permitiria ao invasor entrar na máquina. Scripts em segundo plano repetiriam a tentativa a cada cerca de 60 segundos.
A Cursor diz que, por erros no código malicioso, ativar o SSH exige permissão de administrador, que a extensão não tem na maioria das máquinas com macOS e Windows. A empresa afirma que a chave foi adicionada e a persistência instalada mesmo assim, e orienta quem instalou as versões a procurar a chave svc-telemetry, isolar máquinas afetadas e trocar credenciais. A empresa retirou as versões, suspendeu o marketplace por precaução, trocou chaves e o recolocou no ar, e diz ter tirado do ar o servidor do invasor com o provedor de hospedagem.
O Tecnoblog e o The Decoder informam, citando a Cursor, que até 5 mil usuários podem ter sido afetados. A empresa de segurança Phorion, que publicou uma análise técnica independente, atualizou o alerta em 31 de outubro para citar as duas versões, depois de a Cursor divulgar o aviso.
Contexto e impacto
Quem instalou ou atualizou a extensão no marketplace da Cursor, no Windows ou no macOS, durante a janela de 29 de outubro pode verificar se a chave svc-telemetry consta no arquivo de chaves SSH autorizadas. A Cursor diz que desinstalar a extensão pode não bastar, porque o código instala scripts de persistência separados.
Segundo o Tecnoblog, usuários possivelmente afetados devem ser contatados diretamente pela Cursor; o aviso da empresa não menciona isso. As fontes não informam quantos usuários no Brasil instalaram as versões.
Informações úteis
- Versões afetadas
- Anthropic.claude-code 2.1.312 e 2.1.313, para Windows e macOS (Cursor)
- Período no ar
- 29 de outubro de 2026, das 6h27 às 17h35 em Brasília (2h27 às 13h35 no horário do Pacífico, segundo a Cursor)
- Sinal de infecção
- chave SSH rotulada svc-telemetry no arquivo authorized_keys
- Usuários potencialmente afetados
- até 5 mil, segundo a Cursor citada pela imprensa
O que os usuários dizem
O caso gerou debate no Hacker News, com mais de 500 comentários sobre a segurança de marketplaces de extensões.
Reação é opinião, não fato apurado.
O que ainda não foi confirmado: O número de até 5 mil usuários afetados vem da Cursor, citada pela imprensa; o texto do aviso lido não traz esse número. Não se sabe como a extensão foi adulterada. A Tecnoblog cita só a versão 2.1.313; a Cursor e a Phorion citam a 2.1.312 e a 2.1.313. A Cursor diz não ter evidência de que outras versões ou a distribuição oficial da Anthropic tenham sido afetadas.
Fontes
- Cursor: aviso de segurança sobre a extensão Anthropic.claude-code (abre em nova aba)
- Tecnoblog: Cursor diz que extensão falsa do Claude Code afetou até 5 mil usuários (abre em nova aba)
- The Decoder: Malicious Claude Code extension in Cursor's marketplace (abre em nova aba)
- Phorion: Official Claude Code Extension Compromise: Security Advisory (abre em nova aba)
- Conversa citada (abre em nova aba)
Texto produzido com apoio de inteligência artificial e conferido por rotina automática, sem revisão humana prévia. Como apuramos e como pedir correção.